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LÍNGUA PORTUGUESA - UFJF (1999)

11)


a)repudiar a existência de qualquer tipo de educação formal no século XXI;
b)demonstrar a necessidade da introdução do ensino de informática nas escolas
c)argumentar a favor de uma educação que prepare as crianças para o século XXI;
d)propor a transferência da tarefa de educar para os pais.
Resposta


12) Indique a ÚNICA afirmativa INCOMPATÍVEL com a interpretação global do texto:


a)o deslocamento da base da economia da indústria para o conhecimento requer um novo modelo de escola;
b)a solução para a burocracia do modelo escolar fabril é a informática;
c)a escola deve ser modificada para que possa simular a vida real dos alunos do século XXI;
d)atualmente, mesmo em países tecnologicamente avançados, encontram-se modelos escolares inadequados.
Resposta


13) "Regime obsoleto", no sentido empregado no texto, corresponde a regime:


a)ultrapassado;
b)avançado;
c)lento;
d)tecnológico.
Resposta


14) O uso de travessões no 3° parágrafo assinala:


a)uma citação;
b)a inclusão de um elemento potencialmente excluído;
c)a expressão de discordância;
d)uma exemplificação.
Resposta


15) No período "Por difícil que seja reestruturar uma companhia, mudar o sistema de uma escola é dez vezes mais complexo", a relação semântica entre as orações é de:


a)concessão;
b)causa;
c)condição;
d)conseqüência.
Resposta


16) No 10° parágrafo, o uso de aspas em ..."leitura" crítica da mídia... indica:


a)ironia por parte dos autores;
b)o enfraquecimento do que é dito;
c)o sentido ilustrativo da palavra;
d)a extensão de sentido da palavra leitura.
Resposta


17) Indique o processo de composição lexical semelhante ao que se verifica na expressão em negrito no trecho "...os professores devem ser libertados da escola-fábrica ...":


a)quebra-molas;
b)presidente-candidato;
c)vale-transporte;
d)caça-fantasmas.
Resposta


18) Assinale o item em que a oração temporal apresenta sentido hipotético:


a)"Diferentemente de 1900, quando sociedades amplamente iletradas produziam a transição do meio rural para o urbano";
b)É por isso que se estabeleceu um sistema de educação compulsória para a massa quando a Revolução Industrial convocou trabalhadores para as fábricas;
c)Eles abrirão caminhos nas escolas que não estiverem dispostas a mudar, quando houver necessidade;
d)Quando a crise do ensino na era tecnológica foi debatida, muitas soluções foram apresentadas.
Resposta


19) Assinale a opção em que o item "que" exerce função sintática diferente da exercida em "Eles abrirão caminho nas escolas, que não estiverem dispostas a mudar...":


a)"… permitir que mentores voluntários ou orientadores adjuntos sejam apontados...";
b)"… como alunos internos em esquemas que combinem trabalho e estudo.";
c)"… submetidas a esse regime obsoleto, que simula um futuro...";
d)"… a ’crise da educação’, espectro que assombra todos os países...".
Resposta


20) Ao falarem em funções interativas, no 9° parágrafo, os autores referem-se a:


a)funções que permitem a troca de informações;
b)funções intermináveis;
c)funções que se repetem;
d)funções ligadas à presença de televisores em sala de aula.
Resposta


21) No penúltimo parágrafo, os autores afirmam que "os professores devem ser libertados da escola-fábrica e solicitados a contribuir no reprojeto do processo educacional como um todo, do começo ao fim". Assinale a ÚNICA opção em que se utiliza metáfora semelhante:


a)… mas o mesmo poderia ter sido dito no despertar da Era Industrial;
b)… eles abrirão caminhos nas escolas que não estiverem dispostas a mudar;
c)… "O computador em sala de aula" é o mantra da moda;
d)… os professores de hoje já não têm o monopólio das letras e do conhecimento.
Resposta


22) A pergunta retórica "Projeto utópico?", no último parágrafo, tem por objetivo:


a)colocar em discussão a argumentação apresentada ao longo do texto;
b)questionar a validade de soluções gerais para a crise do ensino na era tecnológica;
c)introduzir argumentos contrários ao discurso de um interlocutor potencialmente antagônico;
d)verificar o processo de interpretação do texto pelo leitor.
Resposta


23) A expressão "aquela forma de educação", no último parágrafo, refere-se:


a)ao reprojeto do processo educacional;
b)à escola da era tecnológica;
c)a um projeto utópico;
d)à escola do modelo fabril.
Resposta


24)

O texto seguinte, sobre Comunicação à distância e seus perigos foi extraído do livro Concepções sobre a escrita na Roma antiga de Françoise Desbordes (São Paulo: Ática, 1995, p. 72-3). Leia o texto e responda, depois, às questões 24 a 36.

 

A comunicação à distância e seus perigos

 

Pode-se dizer que os latinos da República e do Alto Império consideram essencialmente a escrita como um meio de comunicação. Por que a escrita foi inventada? Para os latinos a resposta é evidente: a escrita torna a palavra durável, é um remédio supremo contra a evaporação instantânea das palavras; uerba uolant, scripta manent. Os escritos permanecem e autorizam uma comunicação diferida, com aqueles que estão distantes, seja no espaço, seja no tempo.

O primeiro gênero, o da comunicação à distância, está amplamente atestado em toda a história romana: mensagens e cartas particulares, relatórios para as autoridades e expedições de diretrizes e toda uma correspondência da burocracia de Estado deixaram vestígios bem visíveis nos textos e nos monumentos epigráficos. Quase não há reflexão explícita sobre uma função tão comum da escrita. Um traço significativo reteve, no entanto, a atenção de nossos autores: a mensagem escrita, objeto visível e durável, pode escapar ao controle de seu emissor e ser interceptada por outros que não o ou os destinatários previstos. Doravante acessível a todos aqueles que porão os olhos nela, perde em segurança aquilo que ganha em duração. Em todas as épocas a imaginação humana produziu estratagemas para anular esse risco — e a narração encontrou nisso um poderoso incentivo: os antigos, tanto quanto nós, gostaram das histórias de "mensagens secretas".

Um capítulo de Aulo-Gélio, entre outros, reúne vários estratagemas em uma ordem que, voluntariamente ou não, é instrutiva. Fala, inicialmente, segundo Probus, da escrita secreta de César, que conhecemos também através de Suetônio e Dião Cássio: César utilizava um código simples que consistia em substituir uma letra pela terceira letra seguinte na ordem alfabética, A por D, etc. O resultado tem sempre a aparência de um texto: é sempre uma sucessão de letras; mas essas letras não formam palavras, como observam os comentadores; elas são visíveis, mas ilegíveis. O segundo método descrito por Aulo-Gélio é o dos espartanos, a famosa Cítala: enrolava-se uma faixa de couro em espiral em volta de um bastão e escrevia-se a mensagem sobre toda a extensão do cilindro assim obtido: "… o fato de desenrolar a faixa truncava e mutilava as letras e dispersava completamente seus pedaços e traços"; sobre a faixa de couro desenrolada vêem-se apenas desenhos sem significação, que só se tornarão letras novamente nas mãos do destinatário munido de um bastão idêntico ao primeiro e de seu modo de emprego. O terceiro ardil é mais elementar. Aulo-Gélio o atribui a um cartaginês (Asdrúbal ou um outro, diz ele que não se lembra mais) que gravava seu texto na madeira das tabuinhas de escrever e depois as recobria com cera virgem: o texto tornava-se simplesmente invisível; tem-se uma tabuinha que aparentemente ainda não foi usada — pode-se, de resto, duvidar da eficácia desse ardil: enviar tabuinhas virgens corre o risco de chamar a atenção! O último ardil, finalmente, é a famosa história de Histieu que fizera raspar a cabeça de um escravo, tatuara nela seu texto e enviara o escravo ao destinatário logo que os cabelos tornaram a crescer; o método de Histieu oculta o texto e não deixa nem mesmo a suspeita de que possa existir um, graças à escolha de um material original, e de resto adequado: por que não escrever a mensagem no mensageiro que a transporta?

Vemos que nos três últimos casos, diferentemente do que se passa com César, os textos a serem transmitidos são antes escritos claramente e em seguida são feitos esforços para os dissimular, com níveis diversos de invisibilidade. O método de César é de uma outra natureza. Parece realmente ser uma inovação de sua parte, e não há outras provas de seu emprego, senão depois dele, na escrita secreta de Augusto que substituía A por B, B por C, etc. O subterfúgio pode nos parecer hoje bem fraco. Seu interesse é estar baseado em uma análise da escrita que esclarece o caráter inteiramente convencional dos sinais. Nada liga de maneira necessária o desenho A e o som [a]. Uma decisão de substituir o desenho A por um outro qualquer nada mudaria na natureza da escrita e na relação da escrita com a língua: os sinais não têm outros valores a não ser aquele que uma instituição social reconhece neles — ou, igualmente, um acordo entre algumas pessoas, para uso particular, permitindo que se reconstitua uma seleção dos destinatários. O "segredo" dessa escrita secreta é o apogeu do racional: nada de mais planejado e de menos místico que um código. Para César, a escrita é um código, e é possível, assim, transformá-la à sua vontade: é essencialmente secundária em relação àquilo que representa e, como tal, arbitrária.

 



24. O principal objetivo comunicativo deste texto é:


a)argumentar que os sinais não têm outros valores a não ser aquele que uma instituição social reconhece neles;
b)demonstrar que a escrita perde em segurança aquilo que ganha em duração;
c)provar que a escrita secreta é o apogeu do racional, pois nada é mais planejado e menos místico que um código;
d)descrever alguns estratagemas que se usaram na antigüidade romana na comunicação de "mensagens secretas".
Resposta


25) Em relação às idéias do texto, só NÃO é verdadeiro:


a)a escrita torna a palavra durável, pois atinge as pessoas distantes no espaço e no tempo;
b)a escrita, como código, é arbitrária, pois é possível transformá-la à vontade;
c)a escrita é um meio de comunicação por sinais convencionais;
d)a escrita, como código, é superior à fala, pois nesta as palavras evaporam.
Resposta


26) Assinale a ÚNICA afirmativa INCOMPATÍVEL com o texto:


a)a comunicação escrita exige cuidados para que a mensagem não seja interceptada;
b)em todas as épocas, o homem sempre inventou estratagemas para enviar "mensagens secretas";
c)a comunicação escrita é perigosa porque é um código secreto;
d)a comunicação escrita é perigosa porque pode ser acessível a todos.
Resposta


27) O conceito que César tem de "escrita" nos leva a concluir que a escrita é:


a)uma convenção social de sinais;
b)é um código irracional;
c)um processo comunicativo-discursivo;
d)essencialmente motivada.
Resposta


28) Assinale a única alternativa em que a palavra ou a expressão destacada NÃO poderia substituir estratagemas na frase "Em todas as épocas a humanidade produziu estratagemas para anular esse risco":


a)"O terceiro ardil é mais elementar."
b)"O subterfúgio pode nos parecer hoje bem fraco..."
c)"... deixaram vestígios bem visíveis nos textos e nos monumentos epigráficos."
d)"O ‘segredo’ dessa escrita secreta é o apogeu do racional..."
Resposta


29) Na frase: "O ‘segredo’ dessa escrita é o apogeu do racional..." apogeu significa:


a)o mais próximo;
b)o mais distante;
c)o mais sofisticado;
d)o mais alto grau.
Resposta


30) "O fato de desenrolar a faixa truncava e mutilava as letras e dispersava completamente seus pedaços e traços." Assinale a expressão que, sem perda da metáfora, melhor substitua truncava e mutilava:


a)interrompia;
b)omitia;
c)privava;
d)cortava.
Resposta


31) No 2° parágrafo, a autora começa uma frase com "Doravante acessível a todos...". Doravante designa:


a)o momento em que a autora escreve o texto;
b)o momento de leitura do texto pelo leitor;
c)um momento, no passado, em que a escrita, usada como comunicação a distância, passa a ser mais acessível;
d)um momento, no futuro, quando a escrita passará a ser mais acessível a todos.
Resposta


32) "— e a narração encontrou nisso um poderoso incentivo:..." ( 2°parágrafo). Nisso se refere a:


a)produção de estratagemas;
b)anulação da segurança da comunicação escrita;
c)gosto por histórias com mensagens secretas;
d)uso da imaginação humana em todas as épocas.
Resposta


33) Qual a relação semântica que se estabelece entre a última sentença do texto (a que vem depois dos dois pontos) e a anterior:


a)conseqüência;
b)explicação;
c)oposição;
d)conclusão.
Resposta


34) "Nada de mais planejado e menos místico que um código". Nessa frase os advérbios de intensidade estabelecem uma relação de:


a)alternância;
b)adição;
c)ironia;
d)antítese.
Resposta


35) Os parênteses em "(Asdrúbal ou um outro, diz ele que não se lembra mais)" foram empregados para:


a)expressar uma circunstância;
b)fazer um comentário;
c)fazer uma reflexão;
d)separar orações intercaladas.
Resposta


36) O uso culto escrito do mais-que-perfeito do indicativo como em "fizera raspar a cabeça de um escravo..." (4° parágrafo) é, normalmente, substituído no uso coloquial falado ou escrito do Português do Brasil por:


a)tinha feito;
b)terá feito;
c)tivesse feito;
d)houvesse feito.
Resposta


37)

Leia com atenção o texto a seguir e responda às questões 37 a 40.

"(…) Quais eram, de fato, as relações entre Fräulein e o criado japonês? Inimigos? Quem me falou que eles se entendem?...

Pois é. Castro Alves cantava que na última contingência da calamidade, quando a queimada galopa destruindo matos, sacudindo as trombas curtas de fogo no ar, a corça e o tigre vão se unir na mesma rocha. Não sei em que país do mundo Castro Alves viu a "Queimada" dele... Talvez nalgum Éden bíblico ou nas bíblicas proximidades da moradia de Tamandaré, depois do dilúvio. O certo é que tinha lá, em promíscuo farrancho, um tigre, uma corça, além de iraras e cascavéis. Não esqueçamos também o perdigueiro. Porém essa fauna panterrestre não tem importância nenhuma pra este idílio, pois não trata-se de corça nem de tigre, estou falando de Fräulein e do criado japonês.

Mas da relação íntima que possa existir entre os quatro inda me resta o que falar. Não sei porém como igualar Fräulein a uma corça... A comparação tomava assim uns ares insinuantes de pureza que não ficam bem, pois nós todos já sabemos que. (…)

Em que companhia horrorosa a gente Sousa Costa foi se meter! Porém no Brasil é assim mesmo e nada se pode melhorar mais! Os empregados brasileiros rareiam, brasileiro só serve pra empregado público. Aqui o copeiro é sebastianista quando não é sectário de Mussolini. Porém os italianos preferem guiar automóveis, fazer a barba da gente, ou vender jornais. (...) Depois compram um lote nos latifúndios tradicionais (...). Um belo dia surgem com automovelão na porta do palacete luís-dezesseis na avenida Paulista. Quem é hein? É o ricaço Salim Qualquer- Coisa ... (...)

E assim aos poucos o Brasil fica pertencendo aos brasileiros, graça a Deus! Dona Maria Wright Blavatsky, Dona Carlotinha não-sei-que-lá Manolo . Quando tem doença em casa, vem o Dr. Sarapião de Lucca. O engenheiro do bangalô neocolonial (...) é o Sr. Peri Sternheim. Nas mansões tradicionalistas só as cozinheiras continuam ainda mulatas ou cafuzas, gordas e pachorrentas negras da minha mocidade!... Brasil, ai, Brasil!" (ANDRADE, Mário de. Amar, verbo intransitivo).

37. Nos dois últimos parágrafos do texto, o autor acredita que:


a)os estrangeiros de origem árabe não conseguiram enriquecer como os italianos;
b)os estrangeiros que enriqueceram em São Paulo foram os que se dedicaram à política;
c)o nome "Peri Sternheim" mostra a ascensão social do índio brasileiro;
d)para o negro, as conquistas sociais e profissionais foram mais lentas.
Resposta


38) Escolha a alternativa adequada para completar a seguinte frase, extraída do texto: "A comparação tomava assim uns ares insinuantes de pureza que não ficam bem, pois nós todos já sabemos que."


a)Fräulein é, na verdade, uma profissional do sexo;
b)Fräulein amava seus alunos;
c)Fräulein amava o criado japonês;
d)Fräulein era amante do pai de Carlos.
Resposta


39) Só NÃO se pode depreender do texto, como característica do Modernismo, a alternativa:


a)a linguagem coloquial;
b)o tema da mestiçagem;
c)a crítica ao Romantismo;
d)o nacionalismo ufanista.
Resposta


40) Ao se referir ao poema de Castro Alves, a ironia de Mário de Andrade só NÃO está presente na alternativa:


a)"Não sei em que país do mundo Castro Alves viu a ’Queimada’ dele…";
b)" sacudindo as trombas curtas de fogo no ar…"
c)"…tinha lá, em promíscuo farrancho, um tigre, uma corça …"
d)"Não esqueçamos também o perdigueiro. "
Resposta


41) Leia com atenção o texto a seguir e responda às questões 41 e 42.

A queimada! A queimada é uma fornalha!

A irara – pula; o cascavel – chocalha…

Raiva, espuma o tapir!

… E às vezes sobre o cume de um rochedo

A corça e o tigre – náufragos do medo –

Vão trêmulos se unir!

Então passa-se ali um drama augusto…

N’último ramo do pau-d’arco adusto

O jaguar se abrigou…

Mas rubro é o céu… Recresce o fogo em mares…

E após… tombam as selvas seculares…

E tudo se acabou!…

(ALVES, Antônio de Castro. A queimada)

41. Assinale a alternativa INCORRETA:


a)em "náufragos do medo" e "Recresce o fogo em mares" houve recurso à metáfora;
b)o uso das reticências por todo o texto revela que o poema é simbolista;
c)os travessões usados no 2° verso da 1° estrofe têm apenas a função de ênfase;
d)o adjetivo da expressão "drama augusto" é sinônimo de majestoso.
Resposta


42) Assinale a alternativa inaceitável:


a)há "cor local"quando o poeta evoca a fauna brasileira;
b)o tema do texto refere-se à força incontrolável de um fenômeno da natureza;
c)segundo o texto, o desmatamento referido em "tombam as selvas seculares" provoca a queimada e a devastação da natureza;
d)o tema continua atual devido à ocorrência de enormes incêndios nas matas brasileiras, hoje.
Resposta


43) Assinale a única alternativa cujo comentário NÃO se aplica ao fragmento ou poema correspondente:


a)"É preciso fazer um poema sobre a Bahia… Mas eu nunca fui lá." (Carlos Drummond de Andrade)
COMENTÁRIO: A síntese e a anedota são traços da poesia modernista;
b)"Oh retrato da morte, oh noite amiga Por cuja escuridão suspiro há tanto!" (Bocage)
COMENTÁRIO: O claro/escuro traduz a angústia do homem na poesia barroca;
c)"Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da luz resume…" (Cruz e Sousa)
COMENTÁRIO: A musicalidade e o tema do fim são comuns no Simbolismo;
d)"Não permita Deus que eu morra, sem que eu volte para lá;" (Gonçalves Dias)
COMENTÁRIO: A saudade e o exílio são temas caros ao poeta romântico.
Resposta


44) Leia os fragmentos abaixo para responder às questões 44 e 45:

FRAGMENTO 1

Vi chorar uns claros olhos

Quando deles me partia.

Oh! que mágoa! Oh! que alegria!

(…)

O bem que Amor me não deu,

No tempo que o desejei,

Quando dele me apartei,

Me confessou que era meu.

FRAGMENTO 2

Alma minha gentil, que te partiste

Tão cedo desta vida, descontente,

Repousa lá no céu eternamente

E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente

Que já nos olhos meus tão puro viste.

(CAMÕES, Luís Vaz de. Lírica)

44. Em relação aos dois poemas, assinale a ÚNICA alternativa INCORRETA:


a)o primeiro é uma redondilha e no segundo há o uso do decassílabo;
b)em ambos, o tema desenvolvido é a impossível realização amorosa;
c)a lírica de Camões apresenta influências medievais e renascentistas;
d)o soneto é uma forma popular e a redondilha é de origem clássica.
Resposta


45) Só NÃO há idéias antitéticas em:


a)"amor ardente"/ "tão puro viste";
b)"descontente"/ "sempre triste";
c)"Oh! que mágoa"/ "Oh! que alegria";
d)"me não deu"/ "era meu".
Resposta


46) "E nunca tivera um homem; era virgem. (…) O único homem que a olhara tinha sido um criado de cavalariça, (…). Fitava-a com um ar de buldogue. (…) Não contou mais com os homens (…). As rebeliões da natureza, sufocava-as; eram fogachos, flatos. Passavam. Mas (…) a falta daquela grande consolação agravava a miséria da sua vida." (O primo Basílio)A partir da leitura do fragmento acima, assinale a alternativa INCORRETA:


a)a virgindade de Juliana contribui para a idealização de sua imagem pelo autor;
b)no Naturalismo há, freqüentemente, a animalização dos personagens;
c)o comportamento de Juliana é determinado por fatores que ela não controla;
d)o tema da obra naturalista aborda explicitamente a sexualidade.
Resposta


47) Assinale a ÚNICA alternativa em que o modo de tratar a natureza NÃO expressa uma visão estereotipada do Brasil:


a)"(…) via-se no Brasil, entre coqueiros, embalada numa rede, cercada de negrinhos, vendo voar papagaios!" O primo Basílio);
b)" (…) era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que não se torce a nenhuma outra planta." (O cortiço);
c)"A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco." (Dom Casmurro);
d)"’Em nenhuma outra região se mostra o céu mais sereno, nem madruga mais bela a aurora. O sol em nenhum outro hemisfério tem os raios mais dourados’(…)" (Triste fim de Policarpo Quaresma).
Resposta


48) Assinale a ÚNICA alternativa em que há uma visão realmente positiva da mulher:


a)"Ela falava, ora vagarosa e irônica, ora rapidamente e apaixonada; e o marido tinha (…) um grande espanto. Ele vivera sempre tão longe dela que não a julgara nunca capaz de tais assomos." (Triste fim de Policarpo Quaresma);
b)"Ele tinha ’paixa’ pela Rita, e ela, apesar de volúvel como toda a mestiça, não podia esquecê-lo por uma vez;" (O cortiço);
c)"Amei a mulata, com todo o ardor do meu sangue e dos meus vinte anos! (…) Ainda lhes não tinha dito que a filha do Brasil era extremamente engraçada, esperta e maliciosa." (Coração, cabeça e estômago);
d)"— A Luísa é um anjo, coitada (…) mas tem cousas em que é criança. Não vê o mal. É muito boa; deixa-se ir." (O primo Basílio).
Resposta


49) Leia o fragmento abaixo e assinale o elemento da narrativa que nele mais se destaca:

"Limito-me a humildemente — mas sem fazer estardalhaço de minha humildade que já não seria humildade — limito-me a contar as fracas aventuras de uma moça numa cidade toda feita contra ela." (A hora da estrela.)


a)narrador;
b)personagem;
c)espaço;
d)tema.
Resposta


50) Leia o texto abaixo:

"Na rua do Rosário, vazia, pois já é noite, perto do mercado das flores, vê um sujeito arrebentando um telefone de orelhão, não é a primeira vez que ele encontra esse indivíduo. Augusto não gosta de se meter na vida dos outros, essa é a única maneira de andar nas ruas de madrugada, mas Augusto não gosta do quebrador de cabines telefônicas, não porque se importe com os telefones, desde que saiu da companhia de águas e esgotos nunca mais falou num telefone, mas não gosta da cara do homem, grita ’pára com essa merda’, e o depredador sai correndo em direção à praça Monte Castelo." ( FONSECA, Rubem. Romance negro.)

Apenas UMA das alternativas que se seguem NÃO contém elementos característicos da obra de Rubem Fonseca:


a)linguagem realista e coloquial;
b)temática do cotidiano urbano;
c)idealização do personagem principal;
d)referência a assuntos do mundo atual.
Resposta